São contas do WhatsApp para menores de 13 anos que um pai ou uma mãe cria e gerencia a partir do próprio celular. Permitem decidir quais contatos podem escrever para o seu filho, quais convites de grupo ele pode aceitar e revisar as solicitações de números desconhecidos, tudo protegido por um PIN parental de seis dígitos. O que não permitem é ler as conversas dele: as mensagens e as chamadas continuam com criptografia de ponta a ponta. Controlam quem pode falar com o seu filho, não o que é dito.
A Meta as anunciou em março de 2026 e elas estão sendo liberadas de forma gradual, país por país. É o primeiro controle parental que o WhatsApp oferece de fábrica, e convém entender bem o alcance antes de decidir se isso basta para você: resolve muito bem um problema concreto e deixa outro completamente de fora.
O WhatsApp é oficialmente para maiores de 13 anos, ou da idade mínima que cada país estabelecer, se for mais alta. As contas gerenciadas são a maneira de uma criança abaixo dessa idade usar o aplicativo de forma supervisionada: o adulto cria o perfil, vincula-o ao seu e gerencia a configuração a partir do próprio celular. O menor usa uma versão reduzida do WhatsApp — mensagens e chamadas, e nada mais: ficam de fora os canais, os status e a Meta AI — e não pode alterar essa configuração por conta própria.
Três coisas, e são justamente as que mais preocupam nessa idade. Primeiro, quais contatos estão autorizados a se comunicar com o seu filho. Segundo, quais convites de grupo ele pode aceitar, que é onde costumam aparecer os contatos que ninguém escolheu. Terceiro, as solicitações de mensagem que chegam de números desconhecidos, que passam pela sua revisão antes de chegar a ele. Tudo isso fica protegido por um PIN parental de seis dígitos, que também é necessário para modificar qualquer ajuste.
Não mostram o conteúdo das conversas. As mensagens e as chamadas continuam protegidas pela criptografia de ponta a ponta do WhatsApp, que é a mesma para todas as contas: nem a Meta nem você podem lê-las de fora. Se o que você precisa é saber com quem o seu filho fala e limitar quem pode chegar até ele, as contas gerenciadas resolvem isso e você não precisa de mais nada. Se o que te preocupa é o que está sendo dito em uma conversa específica — um caso de assédio, um adulto que já passou pelo filtro, uma mudança de comportamento que você não sabe explicar —, isso as contas gerenciadas não vão te dar.
A partir do seu próprio aplicativo do WhatsApp, criando a conta do menor e vinculando-a à sua. Para a configuração inicial é preciso ter os dois celulares à mão, o seu e o dele; depois você a gerencia pelo seu. A liberação é gradual: a Meta confirmou que as contas seriam habilitadas progressivamente nos meses seguintes ao anúncio de março de 2026, então pode ser que no seu país a opção ainda não apareça. Se você não a vê, não é um problema do seu celular.
As contas gerenciadas foram pensadas para pré-adolescentes. A partir dos 13, o WhatsApp considera que a conta é do próprio usuário e não existe uma versão supervisionada equivalente. Nessa idade o controle deixa de ser uma função do aplicativo e passa a ser uma conversa: o que se combina, o que se revisa e com que motivo. Nossos guias sobre como falar do assunto e sobre o que diz a lei conforme a idade cobrem esse terreno.
Não. A criptografia de ponta a ponta se mantém igual à de qualquer outra conta do WhatsApp. Você pode controlar quem escreve para ele e em quais grupos ele entra, mas não ver o conteúdo das conversas.
Foram pensadas para menores de 13 anos, que é a idade mínima oficial do WhatsApp, ou a idade mínima legal que o seu país estabelecer, se for mais alta. A partir daí a conta é do próprio usuário e não existe uma versão gerenciada.
A liberação é gradual desde março de 2026 e não chegou a todos os países ao mesmo tempo. Se a opção ainda não aparece no seu WhatsApp, é questão de esperar.
Não sem o PIN parental de seis dígitos, que é o que protege a configuração. Esse PIN é você quem define, e convém que não seja uma data que ele conheça.
Para o que fazem, sim, e são gratuitas: se a sua preocupação é com quem o seu filho fala, você não precisa pagar nada. Não substituem um aplicativo de supervisão se o que você precisa é ver o conteúdo das conversas, que é um caso diferente e bem mais sério.
Este guia descreve a função tal como foi anunciada e documentada na data da revisão. O WhatsApp pode mudar o alcance ou a disponibilidade; a fonte oficial é o próprio aplicativo.
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