Como configurar o controle parental em um Xiaomi, Redmi ou POCO

A Xiaomi documenta dois caminhos até o controle parental — pelo menu «Digital Wellbeing & parental controls» e pelo menu do Google — e avisa, com essas palavras, que o caminho varia conforme o modelo do aparelho. Os dois terminam no Google Family Link, que é do Google e não da Xiaomi: seus requisitos e seus limites estão no guia de controle parental no Android. Aqui vai o que é próprio da marca: o App lock, o Second Space e os aparelhos importados que chegam sem os serviços do Google.

Aqui está o que a Xiaomi e o Google documentam oficialmente, e nada mais. Cada caminho vem com a sua fonte e com a versão à qual o fabricante o atribui; quando a versão não é declarada — o que é quase sempre — isso também é dito. O que é genérico do Family Link está no guia de Android deste site.

Primeiro: qual sistema o telefone usa

A Xiaomi trocou o nome do MIUI para HyperOS, e alguns menus mudaram de lugar com a troca. A única forma que a marca documenta para saber qual deles você tem pela frente é Settings > About phone, e essa página não foi atualizada depois da mudança de nome: continua falando da versão do MIUI. Vale o que você vê na tela, não o que diz a página de suporte. Essa página também não indica a qual versão o caminho corresponde. Também não há lista oficial de quais modelos já passaram para o HyperOS, e isso vale tanto para Redmi quanto para POCO. A Xiaomi resolve o assunto com uma frase dela, traduzida do original em inglês: o caminho do controle parental varia conforme o modelo do aparelho.

Os dois caminhos que a Xiaomi documenta, e um terceiro que convém não usar

O primeiro passa pelo menu que a Xiaomi chama de «Digital Wellbeing & parental controls»: Settings > Digital Wellbeing & parental controls > Set up parental controls for another child > escolher Yes ou No. A página não indica a que versão corresponde; no Xiaomi 14T, que sai de fábrica com HyperOS, esse passo aparece rotulado apenas como «Set up parental controls». O segundo passa pelo menu do Google: Settings > Google > All services > Parental controls, e ali se escolhe a conta do filho. É o mais sólido dos dois, porque o Google documenta esse mesmo caminho; nenhuma das duas fontes diz a que versão do Android, do HyperOS ou do MIUI corresponde. O terceiro vai aqui como advertência e não como caminho: Settings > Additional settings > Parental control > Turn on > desenhar o padrão. A Xiaomi o documenta, mas não diz o que ele restringe, se o filho pode desativá-lo nem em que modelos existe. Também não declara a qual versão do HyperOS ou do MIUI corresponde. O que o fabricante não publica não serve como rede de segurança. Os dois caminhos bons terminam no Family Link, e é aí que começa o guia de Android deste site: requisitos, preço, limites de tempo e o que o Google documenta sobre o consentimento do filho, que depende de você criar a conta para ele ou supervisionar uma que ele já tem. O que é próprio daqui: a Xiaomi documenta que o fluxo dela pede a senha do filho em um dos passos.

Se o telefone veio importado e não traz os serviços do Google

Na região são vendidos Redmi e POCO importados fora do canal oficial, e alguns trazem o software de outra região, sem os serviços do Google. Sem Play Store não há Family Link — ele é baixado da Play — e sem conta do Google supervisionada não há nada a configurar. O guia do usuário da Xiaomi diz o contrário: que a Play Store vem pré-instalada. Quem documenta a verificação é o Google: Play Store > ícone de perfil > Settings > About, onde aparece o status de certificação; a página não indica a que versão do Android nem da Play Store corresponde. «Somente dispositivos com certificação Play Protect podem incluir apps do Google, como a Google Play Store», explica, e avisa que os aparelhos sem ela podem não receber atualizações do sistema Android e que os apps do Google que eles trazem «não têm a licença correspondente». Baixar esses pacotes de um fórum é colocar justamente isso no primeiro telefone de uma criança. A Xiaomi não documenta o que fazer com uma unidade de outra região vendida fora dela; publica, sim, que sua garantia internacional cobre modelos designados em mercados designados. Antes de comprar, pergunte ao vendedor se é a versão global, a que traz os serviços do Google.

O que a Xiaomi acrescenta por conta própria

O App lock é da Xiaomi mesmo: Settings > Apps > App lock > Turn on > definir o padrão > adicionar ou não a conta Xiaomi > selecionar os apps; a página não declara versão. Esse passo da conta parece opcional e não é: com ela, um padrão esquecido é redefinido com a senha da conta; sem ela, a única saída documentada é entrar no modo recovery e apagar o telefone inteiro. O que se instala fora da Play não passa pela classificação etária. A Xiaomi documenta o caminho, também sem dizer a que versão corresponde: Settings > Privacy protection > Special permissions > Install unknown apps > escolher o app > Allow from this source. A advertência é dela: com apps desconhecidos, o telefone e os dados pessoais ficam mais expostos a um ataque. E um esclarecimento sobre o Digital Wellbeing, porque a ideia costuma circular ao contrário: os temporizadores dele não se removem sem senha. O Google documenta um PIN de quatro dígitos em Digital Wellbeing > App limits > App limit PIN; não publica versão mínima e esclarece que os passos mudam conforme o aparelho.

Second Space, Dual Apps e Hide apps: o que são

O Second Space é, nas palavras da Xiaomi, «um ambiente completamente separado e isolado dentro de um único dispositivo», que a marca apresenta também como modo convidado. Está em Settings > Additional settings > Second space — caminho que a Xiaomi declara para HyperOS no Redmi Note 13 Pro 5G — e depende do modelo: o Redmi 9 não tem. Além disso, pode não aparecer nas configurações do primeiro espaço, então não vê-lo não prova que não exista. A Xiaomi explica como criá-lo e como apagá-lo, não como impedir que o filho o crie. Os perfis de usuário do Android são outra coisa, e quem trata deles é o Google: na ajuda do Kids Space, avisa que «se você adicionar outros perfis, as configurações do Family Link da conta do seu filho não serão aplicadas a eles» e pede «um bloqueio de tela para cada novo usuário que você tiver criado». Há um interruptor que fecha essa porta, e o caminho está no guia de controle parental no Android. Os Dual Apps (Settings > Apps > Dual apps, sem versão declarada) são cópias de um app que funcionam ao mesmo tempo que o original, com outra conta. O Hide apps, documentado para o Xiaomi 14T no app Security e também sem versão, tira um app da tela inicial sem desinstalá-lo. Nenhuma das três é um truque: são funções de fábrica.

O que a Xiaomi não documenta

Nem a Xiaomi nem o Google documentam o que acontece com a supervisão do Family Link dentro do Second Space, se os limites de tempo alcançam uma cópia feita com os Dual Apps, nem o que sobra do controle parental depois de uma restauração de fábrica. Quando algo não está documentado, pergunte ao suporte oficial da Xiaomi do seu país antes de confiar que funciona.

Perguntas frequentes

Os telefones Xiaomi têm um modo infantil?

Não há nenhum documentado para telefones. As únicas páginas oficiais com título de «modo criança» são de outros produtos da marca: o projetor, a lâmpada de mesa e as TVs. Se você procurar «modo criança Xiaomi», vai chegar lá e pode parecer que o seu telefone tem isso.

Meu telefone ainda diz MIUI. Estes caminhos servem para mim?

Confira em Settings > About phone, que é a única forma que a Xiaomi documenta para saber isso. Quase nenhuma das suas páginas de controle parental declara versão, e a marca resolve a ambiguidade com uma frase: o caminho varia conforme o modelo. A única exceção é a do Second Space do Redmi Note 13 Pro 5G.

O Digital Wellbeing basta para limitar o tempo de tela?

Pode dar conta de mais do que se costuma dizer: ele vive no próprio telefone, mas o Google documenta um PIN de quatro dígitos para os limites de aplicativos. O Family Link é outra coisa: é administrado do seu telefone e soma localização, aprovação de downloads e restrições de conteúdo.

Comprei um POCO importado e ele não tem Play Store. Posso colocar controle parental mesmo assim?

O Family Link não, porque ele é baixado da Play e precisa de uma conta do Google supervisionada. Baixar os serviços do Google de um fórum não resolve: a consulta vai para o suporte oficial da Xiaomi do seu país.

Encontrei um Second Space no telefone do meu filho. O que eu faço?

Se tiver senha e você não souber qual é, não vai conseguir abrir. A Xiaomi documenta duas formas de apagá-lo — de dentro, com a senha dele, ou a partir do primeiro espaço, em Settings > Additional settings > Second space > ícone de lixeira, com a senha da conta Xiaomi — e isso elimina tudo o que estiver lá dentro. Antes de chegar a esse ponto, o sensato é perguntar.

Fontes oficiais consultadas

Este guia se apoia unicamente na documentação oficial da Xiaomi (mi.com) e do Google publicada até a data de revisão. Os caminhos de menu mudam com as atualizações do sistema e dos apps do Google, então uma atualização posterior a essa data pode mover ou renomear qualquer uma dessas opções. A Xiaomi ainda avisa de forma expressa que o caminho do controle parental varia conforme o modelo do aparelho, e quase nenhuma de suas páginas declara se corresponde ao HyperOS ou ao MIUI, então os nomes dos menus do seu telefone podem não coincidir exatamente. Várias páginas de suporte da Xiaomi em outros idiomas avisam que são traduzidas automaticamente do original em inglês e misturam rótulos nos dois idiomas; por isso os nomes dos menus aparecem aqui como a Xiaomi os publica em inglês. Se uma opção não aparecer onde o guia diz, não a procure em fóruns: consulte o suporte oficial da Xiaomi do seu país. Este guia trata de ferramentas de supervisão para um filho menor sob os seus cuidados e com o conhecimento dele; é informação geral sobre funções do sistema, não assessoria jurídica, médica nem psicológica.

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